Capicua
Capicua
Optimus
Discos (2012)
É de todo invulgar assistir a
exemplos de vozes femininas no domínio da arte da citação, no que diz respeito
ao Hip Hop feito em Portugal. Partido
deste presuposto, seria de todo inesperado que a estreia de Capicua nos
despertasse para a visão de um novo caminho por explorar.
A perspicácia, a atitude e
confiança como a MC do Porto aborda o
jogo das sensações, são como uma brisa de ar fresco para as palavras que já
todos conhecemos. A irreverência de Capicua é evidente e inequívoca. Para além
disso, existe uma construção lúdica, que se entende nos bastidores das volltas
e voltas de batidas fabricadas por obreiros como o D-One, Sam The Kid, Xeg e Nel Assassin. Capicua não tem qualidade só porque existe inovação
na mulher Maria. Tem qualidade, sem qualquer guerra de sexos numa qualquer
comparação. Está repleto de versos, de pensamentos, de música e de
personalidade.
A estreia de Capicua é novidade e inovação. É
pós-graduação de uma atitude nova que apesar da sua curta vida, já merece
figurar numa qualquer lista da música portuguesa do novo milénio.

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