segunda-feira, 11 de junho de 2012

Os Pontos Negros - Magnífico Material Inútil




Os Pontos Negros
Magnifico Material Inútil
Flor Caveira (2008)

Como uma lufada de Rock feito por gente nova, Magnífico Material Inútil é novo na idade e novo no meio musical português, legítima estreia que colocou Os Pontos Negros nas bocas do mundo e na boa companhia da Flôr Caveira.
Os Pontos Negros apresentam-se como uma banda simples, vinda de um local simples, do subúrbio. E este albúm apresenta-se também ele simples, o que não se confunda com simplório, pois a complexidade do sarcasmo que podemos ouvir nas letras em bom português e na musicalidade pronta a redefinir as linhas do melhor “Roque Enrole”, não são obra do acaso. 

Como é bom, ouvir gente nova a usar a língua de forma tão refinada para falar de problemas que assolam um pós-adolescente como em “Conto de Fadas de Sintra a Lisboa” ou descrever o pós-adolescente nos primeiros versos de “Armada de Pau”. Música repleta de entusiamo e frescura que ao longo de 13 temas junta influências tão antigas como os Rolling Stones, ao lado de mentores Indie/Rock do novo milénio, como os White Stripes ou os Strokes. Escutar o orgão de “Igreja Baptista” e aquele som das palmas tão típicas do Gospel, enquanto as guitarras se silenciam para quatro vozes adolescentes cantarem: “o futuro trará grande lamento”, é de prestar atenção.

Se Os Pontos Negros fossem britânicos muito provavemente seriam uma banda de Indie Rock, aqui em Portugal fazem apenas “Roque Enrole” e o mais genial disto tudo… com um Magnífico Material Inútil.


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