segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jorge Cruz - Sede




Jorge Cruz
Sede
Discos Norte Sul (2004)

Depois dos Supernada e do Pequeno Aquiles é com surpresa que ouvimos o lado “suave” de Jorge Cruz. Como se nos guiasse à intimidade de emoções cruas que nos fazem pensar, Sede, é uma viagem às profundezas das nossas memórias, de volta a um qualquer passado tão longínquo que parece nem ter existido.

Muito mais do que 9 canções, este é um disco de poesia, a palavra é o mais importante da exposição do lado mais intimista do cantor. As influências aqui são muitas, o Fado, o Jazz, a Folk, cheiram-se os fadistas das vielas de Lisboa em canções como “Fado de Uma Rua Qualquer” e  sente-se profundidade lírica de Bob Dylan em “Perdas e Danos”. Aqui há musicalidade e harmonia, indiferente das influências ou do estilo que lhe encontremos, Sede é um disco homógeneo para se beber ou ir bebendo calmamente.

E a certa altura Jorge Cruz diz: “vá muda-me que eu só não mudo”. Mas na realidade em Sede, Jorge Cruz mudou, e mais que isso, mudou-nos também.





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