Jorge
Cruz
Sede
Discos
Norte Sul (2004)
Depois dos Supernada e do Pequeno
Aquiles é com surpresa que ouvimos o lado “suave” de Jorge Cruz. Como se nos guiasse à intimidade de emoções cruas que
nos fazem pensar, Sede, é uma viagem
às profundezas das nossas memórias, de volta a um qualquer passado tão
longínquo que parece nem ter existido.
Muito mais do que 9 canções, este é um
disco de poesia, a palavra é o mais importante da exposição do lado mais
intimista do cantor. As influências aqui são muitas, o Fado, o Jazz, a Folk, cheiram-se os fadistas das vielas
de Lisboa em canções como “Fado de Uma Rua Qualquer” e sente-se profundidade lírica de Bob Dylan em “Perdas e Danos”. Aqui há
musicalidade e harmonia, indiferente das influências ou do estilo que lhe
encontremos, Sede é um disco
homógeneo para se beber ou ir bebendo calmamente.
E a certa altura Jorge Cruz diz: “vá muda-me
que eu só não mudo”. Mas na realidade em Sede, Jorge Cruz mudou,
e mais que isso, mudou-nos também.

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