Os Passos em Volta
Até Morrer
Cafetra (2011)
É
possível que já tenham chegado tarde para figurar em algumas listas dos
melhores de 2011. É provável que à primeira vez que os ouvimos não os
percebamos assim tão bem. E é natural que tenham passado despercebidos por
pensarmos que os putos do nosso tempo já não faziam bandas, mas fazem.
São
eles: João Dória (guitarra e voz), João Marcelo (guitarra e voz), Maria Reis (guitarra e voz), Júlia Reis (bateria) e Pedro Saraiva (baixo e voz). São os Passos em Volta, o álbum de estreia chama-se Até Morrer e a Editora é a Cafetra.
Rock
juvenil/adulto, de garagem e Lo-Fi
descomplexado, atitude despreocupada e pujante, manifestação da irreverência
adolescente. Até Morrer é um
acontecimento feliz, é um grupo de miúdos que fazem música porque gostam e o
resto “tão-se a cagar”. São três
guitarras, uma bateria que mais parece um “par
de panelas” e um quanto barulho que se manda cá para fora. É um disco que
nasce de uma Editora formada pelos próprios criadores, com uma qualidade de
gravação manhosa que só acrescenta moral à atitude. Música original, toneladas
de riffs e ossos que se partem em
canções independentes distribuídas em CD-R’s
porque a geração destes putos não se define pelos Deolinda, define-se pela internet.
Afirmação
de uma geração, quotidiano da vida adolescente, qualidade que se acrescenta e
renova o panorama musical e, uma nova música na calha porque os putos do meu
tempo ainda fazem bandas.

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