Sérgio
Godinho
Mútuo
Consentimento
Universal
(2011)
Impressiona que 40 anos passados desde Sobreviventes, Sérgio Godinho continue a modernizar a sua música sem nunca perder
a essência. Aquele “carimbo” que
distingue a sua geração, a palavra como a maior e melhor arma, como contadora
de histórias.
Sérgio Godinho regressa em forma e
recomenda-se. Mútuo Consentimento é
nada mais, nada menos, que um longo e eloquente elogio à música. Música que tem
composições suaves, arranjos pormenorizados e o selo de qualidade de quem já
não precisa de provar nada a ninguém. Liberdade que se faz sentir logo no tema
de abertura “Mão na Música”. Um requinte declamado em jeito de reflexão, que
introduz a recriação de “Bomba Relógio” com o Synth-Pop dos anos 80, a enorme vontade de dançar numa sequência
ritmíca que o Xilofone de a “Invenção
da Roda”, se faz acompanhar do aroma de
Blues que tem o manifesto reaccionário de “Acesso Bloqueado” e “Eu Vou a
Jogo”.
E assim agradávelmente viajamos ao longo deste Mútuo Consentimento, que já parece não precisar de nenhum
consentimento na minha posição de ouvinte atento, especialmente quando à sua
concepção de juntam nomes como os de: José
Mário Branco, Os Assessores, Bernardo Sassetti, David Santos
(Noiserv), entre outros.
Sérgio
Godinho está de volta, a sua música continua a dar provas de vitalidade e
eternidade, naquele que é um dos históricos da música Portuguesa.

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