segunda-feira, 11 de junho de 2012

Mão Morta - Primavera de Destroços




Mão Morta
Primavera de Destroços
Norte/Sul (2001)

Os Mão Morta são uma banda de culto, uma das poucas sobreviventes da entusiasmante década de 80 em Portugal. Adolfo Luxúria Canibal e companhia mantêm o mesmo carisma e espírito singular que os distingue da generalidade do panorama musical em Portugal ao longo destes quase 28 anos de carreira.

Exímios representantes do lado mais negro do ser, a entrada dos Mão Morta no novo milénio musical foi feito com o nono álbum de originais, Primavera de Destroços. E o que se pode ouvir é um disco superior, fenomenal, fantástico e imperdível. Uma verdadeira obra de arte que depois de tantos anos passados desde o homónimo Mão Morta, oferece verdadeiras pérolas musicais.

“Cão da Morte”, “Arrastando o Seu Cadáver”, “Tu Disseste”, “Penso Que Penso”, “Gin Tonic”, “O Jardim”, “Humano”, “Nada A Perder”, “O Combate” e “Primavera de Destroços”. São este os 10 temas que compõem relatos frios, crus, duros e frontais. A linguagem tão complexa que os Mão Morta deste sempre nos habituaram, mais uma vez refrescando poemas morbidamente elaborados na visão inconfundível do seu mentor Adolfo Lúxuria Canibal. Num registo spoken word cada vez mais refinado, as mensagens são negras e os retratos são de horror, a musicalidade deixou alguma da brutalidade desleixada de outros tempos e as guitarras tornaram-se mais melódicas, complementadas pela inclusão de alguma Electrónica. A lírica assumiu de novo a liderança na percepção de temas apaixonantes e arranjos deliciosos que fazem de Primavera de Destroços um projecto musical magnífico.

E no fim, “viveremos tudo revoltosos, nesta Primavera de Destroços, sem dor, sem rancor, sem remorsos, Nesta Primavera de Destroços”.





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