Clã
Lustro
EMI-VC (2000)
“É para nós o melhor disco!”. Foi desta forma que os Clã definiram o resultado de 8 anos de vida, muitos concertos no
corpo e toda uma experiência que resulta no seu terceiro álbum de originais, Lustro.
Músicas
de amor e de “Depois do Amor”, do “Bem vs O Mal”, de alegrias e tristezas no “Sopro
do Coração” e no “Sangue Frio” que aquece na “Dança da Corda Bamba”. Lustro é um disco requintado que dá
início ao que de melhor se tem feito na música portuguesa do novo milénio.
Assente maioritariamente sobre o alinhamento dos instrumentos base do Rock, este disco tem a intensidade
suficiente para nos fazer “Saltar na Corda Bamba” medindo a temperatura elevada
à escala de “Fahrenheit”. Por outro lado, tem a subtileza de “Sopro no Coração”
e de “Lado Esquerdo”, o lado onde o coração se exprime com toda a delicadeza e ternura.
E em todo este carrossel de sensações não nos podemos esquecer que há a voz de Manuela Azevedo, com a agressividade e
a subtileza medidas a conta peso e medida. Há a forma exímia de escrever de Carlos Tê, a maneira genuína de dizer
as coisas de Manel Cruz e a
ilustração perfeita do “Sopro do Coração” na visão de Sérgio Godinho.
Muito
mais que diversidade musical, Lustro,
representa como escrever bem em português, porque em português tudo faz outro
sentido. Representa o Pop Rock
nacional por excelência, recebendo os aplausos da crítica com os Prémios Blitz para Melhor Álbum, Melhor Voz Feminina e Melhor Banda no ano 2000. Consagra os Clã como uma das bandas mais importantes
do panorama musical em Portugal, é presença constante nas listas dos álbuns
mais importantes dos anos 00 e marca o início do que de melhor se tem feito na
música portuguesa do novo milénio.

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