segunda-feira, 11 de junho de 2012

Paus - Paus




PAUS
PAUS
Arthouse (2011)

Aviso! As músicas que estão prestes a ouvir podem ferir susceptibilidades. Pelo qual, informamos que o álbum de estreia dos PAUS não deve ser ouvido por pessoas sensíveis.
Para começar o nome é simples: PAUS! Quatro letras apenas escritas “à grande”, tal como a grandiosidade dos seus quatro elementos: Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Makoto Yagyu e João “Shela”. A composição instrumental não é tão simples quanto o nome, ou pelo menos, não tão usual, um baixo, umas teclas e duas baterias. Sim, duas baterias, gémeas siamesas, iguais e brutais, mas agora ainda não interessa nada! O género encontra-se algures entre Kraut Rock, Stoner Rock, Rock Progressivo, Psicadelismo, ou melhor, não existe. O estilo é livre, é libertário, descomplexado e letal. O resultado é uma viagem cósmica a um mundo imprevísivel que não segue tendências sonoras, segue-se a si próprio.

A força dos PAUS reside nas baterias. São as baterias que conduzidas com mestria por Joaquim Albergaria e Hélio Morais se unem em dispiques rítmicos e improvisos sonoros que produzem descargas energéticas que põem à prova até o mais resistente dos seres, no comum mundo dos mortais. Mas, não são só caixas e tambores que tornam a descarga dos PAUS letal. Há também um baixo corpulento e umas teclas que provocam reacções em cadeia. As vozes, essas são poucas, mas quando aparecem fazem-no de forma ímpar.
A música é imprevísivel. É liberdade criativa e novidade contagiante capaz de nos por a “tremer”, “e a chorar por mais”. É rodopio insano e contagiante de “Muito Mais Gente”, é genealidade e complexidade de “Deixa-me Ser”, balanço e contrabalanço de “Malhão” e viagem ao mundo paralelo da existência de “Descruzada”.

E a viagem cósmica terminou. Esqueçam tudo o que já ouviram, façam de conta que nada sabem. Os PAUS renovam o conhecimento geral sobre música, reinventam uma antiga forma de arte. Conquistam o seu espaço na terra e dizimam os seres vivos com mau gosto musical.
Please stay save, don´t try this.





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