PAUS
PAUS
Arthouse
(2011)
Aviso! As músicas que estão prestes a ouvir
podem ferir susceptibilidades. Pelo qual, informamos que o álbum de estreia dos
PAUS não deve ser ouvido por pessoas
sensíveis.
Para começar o nome é simples: PAUS! Quatro letras apenas escritas “à
grande”, tal como a grandiosidade dos seus quatro elementos: Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Makoto Yagyu e João “Shela”.
A composição instrumental não é tão simples quanto o nome, ou pelo menos, não
tão usual, um baixo, umas teclas e duas baterias. Sim, duas baterias, gémeas
siamesas, iguais e brutais, mas agora ainda não interessa nada! O género
encontra-se algures entre Kraut Rock,
Stoner Rock, Rock Progressivo, Psicadelismo,
ou melhor, não existe. O estilo é livre, é libertário, descomplexado e letal. O
resultado é uma viagem cósmica a um mundo imprevísivel que não segue tendências
sonoras, segue-se a si próprio.
A força dos PAUS reside nas baterias. São as baterias que conduzidas com
mestria por Joaquim Albergaria e Hélio Morais se unem em dispiques
rítmicos e improvisos sonoros que produzem descargas energéticas que põem à
prova até o mais resistente dos seres, no comum mundo dos mortais. Mas, não são
só caixas e tambores que tornam a descarga dos PAUS letal. Há também um baixo corpulento e umas teclas que
provocam reacções em cadeia. As vozes, essas são poucas, mas quando aparecem
fazem-no de forma ímpar.
A música é imprevísivel. É liberdade criativa
e novidade contagiante capaz de nos por a “tremer”,
“e a chorar por mais”. É rodopio
insano e contagiante de “Muito Mais Gente”, é genealidade e complexidade de
“Deixa-me Ser”, balanço e contrabalanço de “Malhão” e viagem ao mundo paralelo
da existência de “Descruzada”.
E a viagem cósmica terminou. Esqueçam tudo
o que já ouviram, façam de conta que nada sabem. Os PAUS renovam o conhecimento geral sobre música, reinventam uma
antiga forma de arte. Conquistam o seu espaço na terra e dizimam os seres vivos
com mau gosto musical.
Please
stay save, don´t try this.

Nenhum comentário:
Postar um comentário