Da
Weasel
Re-Definições
Capitol
(2004)
O que dizer de uma banda que chega ao sexto
álbum de estúdio com o mesmo vulgor apresentado na estreia? O que dizer da
musicalidade ecléctica de 6 músicos talentosos e a da “doninha” que não para de desbravar caminho na melhor música
contemporânea feita em Portugal? Re-Definições
é provavelmente o disco que faltava.
É uma realidade que os Da Weasel dispensam apresentações. Álbuns como Dou-lhe Com Alma ou Iniciação a Uma Vida Banal – O Manual, e
singles como, “Adivinha Quem Voltou”,
“Outro Nível” ou “Tás Na Boa”, anteciparam desde sempre a qualidade certificada
da banda de Almada. Mas, tal como, todo produto de qualidade, a excelência que
lhe é reconhecida de tempos em tempos carece de uma natural revisão, o mesmo
que dizer, carece de Re-Definições.
Este disco é um um convite à dança repleta
de vibração e contágio. Com uma profundidade quanto baste e uma excitação
controlada, as festividades deste disco fazem-se de prazerosos momentos que
condimentam ingredientes de Hip Hop, Rock, Funk, Dub e Soul, mantendo a admirável capacidade de
elaborar saborosos cozinhados de sons que os Da Weasel desde sempre revelaram.
Pac
Man
é claramente um grande letrista assinando e cantando em colaboração com Virgul, as letras que “re-definem” o olhar atento sobre o
quotidiano. Relatos directos e sem contemplações sobre abordagem crítica ao
dia-a-dia comum que não se preocupa em agradar ninguém. Voz concisa e
carismática que revela a personalidade forte e o universo de sons e ambientes
onde os Da Weasel
inquestionavelmente sabem andar.
Embora, não fugindo muito da zona de
conforto que a banda nos foi habituando ao longo dos anos, Re-Definições, tem capítulos interessantes e cenários estimulantes.
“Re-Tratamento”, “Carrossel” ou “Baile (Aquele Beat)”, são algumas das cenas
que vão passando bem ao longo de 19 temas que “re-definem” o percurso assinalável de uma das bandas mais
carismáticas dos nossos tempos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário