Filho
da Mãe
Palácio
Rastilho
(2011)
Foi
nos If Lucy fell, I Had Plans e Asneira que se deu a conhecer. É na guitarra portuguesa e em Palácio que Rui Carvalho se tornou um verdadeiro Filho da Mãe.
Formado
na escola do Rock e do Hardcore, o dedilhar de cordas deste Filho da Mãe tem alma e paixão, tem
prazer e sedução. Palácio faz-se de
intensidade sonora carregada de dinamismo ao bom velho estilo de mestres da
guitarra como Carlos Paredes ou Paco de Lúcia. E falar neste bom velho estilo, é o mesmo que falar
numa dimensão sonora repleta de intensidade, fluidez e técnica. São descrições
de sensações que ao longo do tempo vão definindo a sinceridade e a intimidade
na relação do homem com a guitarra e, as suas canções.
A
beleza deste disco reside precisamente nas canções, onde brilha a genialidade
de Rui Carvalho e a forma como apresenta Palácio, um sítio antigo em Lisboa, onde ainda vive gente, cheira a
cigarros e ouvem-se guitarras. Ouve-se a linguagem muito própria de um Filho da Mãe que improvisa e contagia
sem truques ou artimanhas e sim, uma total entrega ao instrumento que conhece
como ninguém.
Palácio é a exposição de uma identidade. É o apelo à
criatividade que mistura na perfeição a modernidade com a tradição numa
musicalidade arrebatadora capaz de unir o passado e o presente. Um disco
surpreendente do qual só poderia ser possível na imaginação e devoção de um
verdadeiro Filho da Mãe.

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