Diabo
na Cruz
Virou!
Flor Caveira (2009)
È
com aquela súbita sensação de realização que descobrimos a essência dos Diabo na Cruz. É aquela empatia ao
primeiro contacto (no mundo das relações humanas esta sensação define-se por
química) que ouvimos a música tradicional portuguesa e a música moderna
portuguesa e, Virou!
Virou,
a moda do nosso Pop Rock, voltou o Fausto e o “Milho Verde” do Zeca Afonso, mais as cachopas que não
rodavam as saias desde o Pop Folclore de António Variações e, Ouvimos!
Ouvimos
o “Regresso da Lebre” e, Vitorino
acompanhado por um adufe num verdadeiro cantar alentejano exorcizando o Diabo na Cruz que trás o corridinho nas
guitarras eléctricas, os provérbios e, é “Tão Lindo!”
Ai
é “Tão Lindo”, ouvir estes teclados desenfreados e os tambores refinados a
desbravar campos de trigo enamorados pela “Dona Ligeirinha”, que diz!
Diz
que “Os Loucos Estão Certos”, há mesmo “Casamento” entre o passado popular e a
modernidade, entre Música Tradicional
Portuguesa e o Pop Rock que
apaixona!
Apaixona
o “D. Fuas Roupinho” que vê o Diabo
no Chiado, fecha a loja e, canta uma canção!
Canta
a “Canção do Monte”, embala o “Corridinho de Verão” cheio de ritmo e alegria
porque há muito tempo que não se via bom tempo, nem se cantava a tradição assim
e, o diabo!
O
diabo está na cruz, o prazer está na ideia, a simplicidade que voltou e a
música que Virou!

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