Orelha
Negra
Orelha
Negra
Arthouse
(2010)
Em 2010 surgiu um dos projectos mais
inovadores da música feita em Portugal, por portugueses. São os Fantastic, não
Four mas, os Five. Os super heróis que vieram salvar a música da monotonia.
São 12 canções que trabalharam depois de
terem escolhido por entre, qualquer coisa como, 80 esboços de temas. Obviamente
criatividade há, não em demasia porque o que é bom nunca é demais mas, em
grande quantidade. Cada músico traz a sua identidade e todas se fundem, sem
serem perdidas mas antes complementando-se.
Estes cinco fantásticos já tinham provas
dadas de projectos anteriores. Quando, durante uma digressão, se juntaram, as Jams eram uma constante e daí surge o
conceito. A partir de alguns ensaios, as coisas começaram a definir-se. Dj Cruzfader, Sam the Kid, Fred Ferreira,
Francisco Rebelo e João Gomes tornam-se Cruz, Mira Profissional, Ferrano,
Rebelo Jazz Bass e Gomes Prodigy.
Também o trabalho gráfico do disco (Sleeveface) está à altura do trabalho
musical. Este “esconder a cara” é um
tributo à música, é pô-la em primeiro plano e não os músicos em si.
Se, como já foi referido, criatividade não
falta, todo o processo de criação e gravação não deve ter sido coisa fácil, no
sentido em que todos são grandes músicos de improviso. Pode parecer mais fácil
mas, pelo contrário, exige muito mais organização e definição prévia do que se
pretende.
“Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
É verdade que pode soar estranho num primeiro contacto mas a verdade é que
depressa nos apercebemos do tesouro que temos o privilégio de estar a ouvir. Se
a música é cíclica e hoje se revivem anos clássicos como os 60’s e os 70’s,
eles pegam nesse revivalismo e reinventam-no com uma marca que vai ser sempre
inconfundivelmente Orelha Negra.

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